PASSaGE: Uma alternativa ao Fragstats

Quem lida com métricas de paisagem, dinâmicas de fragmentos ou simplesmente ecologia da paisagem certamente trabalha ou já ouviu falar no programa Fragstats. Ele é um poderoso software que permite estudar o papel dos impactos antrópicos nas estruturas e funções da paisagem, principalmente na vegetação.

Pois bem, como este software está disponível apenas para a plataforma Windows, me esforcei na busca de um software equivalente para o ambiente Linux e eis que o esforço foi recompensado: PASSaGE é o seu nome.

PASSaGE é uma sigla para o termo Pattern Analysis, Spatial Statistics and Geographic Exegesis, que numa tradução livre significa Análise de Padrões, Estatística Espacial e Interpretação Geográfica Minuciosa.

Para realizar o download do programa, clique no link abaixo. Lhe será requerido que preencha apenas dois campos: Seu nome e email. Logo em seguida o download é liberado.

http://www.passagesoftware.net/download2linuxcmd.php

O arquivo a ser baixado tem apenas 8,8 MB e está no formato compactado .TAR.GZ. Basta apenas descompactá-lo e executá-lo.

Para isto, abra o terminal (Ctrl+Alt+T) e vá até o diretório onde descompactou o programa e execute o seguinte comando:

./PASSaGE_linux

Vale ressaltar que a versão Linux (aualmente 2.0) ainda não dispõe de uma interface gráfica, ou seja, toda manipulação se dá através de linhas de comando.

Caso você queira testar o programa, recomendo a leitura do manual online nos links abaixo:

Os requisitos mínimos necessários à execução do programa são:

  • Qualquer processador de 32 bits;
  • 256 MB de memória RAM e
  • 50 MB de espaço no disco rígido.

Se você não gosta ou não quer usar o programa via linha de comando, é possível rodar o aplicativo via Wine. Basta baixar a versão para Windows e executar normalmente através das bibliotecas do windows adaptadas para o Linux. Cabe ressaltar que a depender da configuração da sua máquina o desempenho pode deixar a desejar.

Fica a dica. Na esperança de que em breve haja uma versão com interface gráfica para nós, amantes do Linux.

Até a próxima pessoal.

Extraindo informações espaciais de arquivos TIFF

Este artigo foi inspirado no post do Jorge Santos em seu website (Processamento Digital) que mostra de forma bastante didática como realizar o processo que intitula este artigo.

Mas antes de ir à prática, vale uma breve leitura teórica sobre o assunto.

O TIF

O TIF ou TIFF, como é comumente utilizada na escrita, foi criado pela empresa Aldus que fundiu-se com a Adobe em meados da década de 90 e que serviu para auxiliar numa melhor qualidade nos processos de impressão PostScript por possuir excelente definição de cores. Dentre todas as áreas que utilizam este formato, sem dúvida as geociências são uma das que mais se apropriaram deste legado.

TIFF é um acrônimo para o termo em inglês Tagged Image File Format, que numa tradução livre para o português seria algo como Formato de Arquivo de Imagen Etiquetada.

Atualmente os arquivos limitam-se a um volume de 4 GB devido à restrição do próprio formato ser de 32 bits (o formato foi criado em 1986 como 16 bits e sofreu a última atualização em 1992 passando para a plataforma de 32 bits). Com a evolução da informática, e consequente poder de processamento dos computadores, já existem propostas para elevar essa plataforma para 64 bits, e, portanto, ultrapassar o volume de 4 GB. Esse arquivo já ganhou o nome de BigTIFF.

Existem vários critérios que poderiam ser citados aqui mas considero apenas três os fatores primordiais que torna o formato favorito para uso nas geotecnologias e que são os mais usados no cotidiano. São eles:

1. A possibilidade de armazenar qualquer tipo de informação junto com a imagem, em especial, a componente geoespacial, ou seja, coordenadas geográficas a ele atribuídas.

2. É possível também agrupar várias imagens num mesmo arquivo TIFF. Isto é muito comum em composições de imagens de satélite.

3. Permite armazenar até 16 bits por pixel, ou seja, 65.536 tons de cinza para cada imagem do arquivo TIFF. Isto é importante no sensoriamento remoto para quem lida com alta resolução espectral.

O GEOTIFF

Para os mais desavisados, GeoTIFF não é um formato mas sim um padrão de metadados de domínio público, ou seja, tem seu uso irrestrito e livre. Ele foi criado para armazenar várias informações específicas de ordem espacial.

INSTALANDO O PROGRAMA

No Ubuntu o programa responsável pela extração das informações geoespaciais de arquivos TIFF é o GeoTIFF. Na verdade ele é parte da biblioteca LibGeoTIFF que é um padrão da OSGEO para lidar com esse tipo de arquivo.

Atualmente se encontra na versão 1.3 e está disponível para as plataformas 32 e 64 bits.

Existem 3 métodos simples de instalação do programa. Escolha seu método.

Método A) Clique Aqui e faça o download do executável, escolhendo a sua versão do Ubuntu ou Debian e plataforma 32 ou 64 bits.

Para instalá-lo, dê permissão para que o arquivo seja executado como um programa e em seguida dê um duplo clique e aguarde a central de programas do Ubuntu completar a instalação.

Método B) Instale via Central de Programas do Ubuntu.

Para isto, digite geotiff- no campo de busca, selecione-o e clique em Instalar. Aguarde o processo finalizar.

Método C) Via terminal (linha de comando). Particularmente prefiro este pois é o método mais rápido e prático de instalar o programa. Além do mais, como o programa não possui uma interface gráfica, o procedimento de extração será mesmo via terminal. Assim, já se estará habituado a trabalhar com linhas de comando.

Abra o terminal digitando o atalho Ctrl+Alt+T e digite o comando abaixo:

sudo su

Em seguida lhe será solicitada a senha de superusuário. Digite-a e tecle Enter.

Depois, digite o seguinte comando:

apt-get install geotiff-bin

Logo após, responda a pergunta, digitando s e teclando Enter.

Pronto. O programa estará devidamente instalado no seu sistema.

EXTRAINDO AS INFORMAÇÕES GEOESPACIAIS

Primeiramente, no terminal, você terá de ir até o diretório onde se encontra o arquivo TIFF e digitar o seguinte comando:

listgeo - tfw NOME_DO_ARQUIVO.tif

Na prática, utilizei a banda 4 de uma imagem Landsat 5.

Será criado então um arquivo com o mesmo nome do seu raster com a extensão TFW.

Ao abrir o TFW num editor de textos é possível enxergar o conteúdo do arquivo.

O TFW

O arquivo TFW é um arquivo World (não é word), em modo de texto simples desenvolvido pela Esri que é utilizado por sistemas de informações geográficas para georreferenciar imagens raster. Ele descreve a localização, a escala e a rotação do raster num esquema de seis linhas contendo números decimais que são explicados o que são logo abaixo.

Claro que esses dados variam de imagem para imagem. O exemplo abaixo tomou como base a imagem de satélite utilizada para ilustrar este post.

30.0000000000 (Tamanho do pixel na direção X) = Escala

0.0000000000 (Termo de enviesamento para a linha) = Rotação

0.0000000000 (Termo de enviesamento para a coluna) = Rotação

-30.0000000000 (Tamanho do pixel na direção Y) = Escala

68405.0000000000 (Coordenada X do centro do pixel superior esquerdo em unidades de mapa) = Localização

8979775.0000000000 (CoordenadaY do centro do pixel superior esquerdo em unidades de mapa) = Localização.

Cabe ressaltar que os arquivos TFW não especificam o sistema de coordenadas da imagem; esta informação é armazenada em outro lugar no arquivo de imagem ou muitas vezes é acompanhado por um outro arquivo de texto, como por exemplo, um PRJ.

OUTROS COMANDOS

Para ver o conteúdo do metadado do raster em que se está trabalhando, incluindo as coordenadas geográficas extremas e central, digite o comando:

listgeo -d NOME_DO_ARQUIVO.tif

Para saber qual o Sistema de Referência (SRC) adotado na imagem e sua respectiva sintaxe, digite no terminal:

listgeo -proj4 NOME_DO_ARQUIVO.tif

Para acessar as informações das etiquetas (tags) e chaves (keys), digite:

listgeo -no_norm NOME_DO_ARQUIVO.tif

Bem pessoal, pelo que foi apresentado, pode-se perceber que o programa é bastante competente, fornecendo informações importantes no planejamento de projetos que fazem uso de geotecnologias.

Espero que o conteúdo seja útil.

Até a próxima.

Leituras Complementares
Tagged Image File Format (http://en.wikipedia.org/wiki/Tagged_Image_File_Format)
Defining New TIFF Tags (http://www.remotesensing.org/libtiff/addingtags.html)
Using The TIFF Library (http://www.remotesensing.org/libtiff/libtiff.html#tags)
TIFF Tools Overview (http://www.remotesensing.org/libtiff/tools.html)
LibTIFF – TIFF Library and Utilities (http://www.remotesensing.org/libtiff/)
TIFF – formato de imagens sob medida para aplicações científicas (http://www.imagesurvey.com.br/2008/10/tiff-formato-de-imagens-sob-medida-para-aplicacoes-cientificas/)
Por Esdras Andrade Postado em GeoTIFF

QGIS 1.8 disponível para Linux

Conforme anunciado há cerca de um mês e meio, foi lançada no último final de semana a versão 1.8 do QGIS.

Caso você queira instalá-la no seu Ubuntu Linux, é necessário instalar o endereço do repositório PPA na sua Source List (lista de fontes) ou inserir o endereço do repositório UbuntuGIS.

Saliento que apesar das muitas melhorias no programa, uma em especial não me agradou. Os repositórios dos plugins (extensões) não oficiais, até a data deste post não está disponível. Veja imagens abaixo.

Ausência dos repositórios de complementos não oficiais

Mesmo com a opção de mostrar todos os complementos

Até a próxima.

Por Esdras Andrade Postado em QGis

Personalizando um Sistema de Referência de Coordenadas no QGIS

Desde o ano de 2005 o sistema de referência de coordenadas oficial do Brasil é o SIRGAS 2000 e sua utilização passará a ser obrigatória a partir de 2014. Até lá, ainda pode-se utilizar o SAD-69, Córrego Alegre e o Chuá, por exemplo. Mas cabe salientar que todos esses sistemas não são compatíveis com o oficial.

O SIRGAS2000 foi criado em 1993 baseado no sistema norte-americano WGS-84 por conta da evolução da tecnologia GPS e dos seus benefícios, entre eles a desobrigação de conversão/transformação entre os referenciais até então utilizados nos respectivos países com o padrão do GPS e por ser um sistema de referência geocêntrico, daí, os países sulamericanos terem aderido a este sistema de referência.

Após essa breve introdução, mostraremos que é possível personalizar um sistema de referência de coordenadas (SRC) do SIRGAS2000.

Mas espere aí, este SRC já não existe no QGIS?

Sim. Ele está lá, mas há um detalhe que poucos sabem: o SRC do SIRGAS 2000 presente no QGIS é o mesmo SRC do WGS-84. Isto significa que não há parâmetros de transformação entre eles. Onde:

Δx = 0

Δy = 0

Δz = 0

Com isto pode-se dizer que a utilização do SRC SIRGAS2000 padrão do QGIS só é recomendável quando o dado original for oriundo de projeções WGS-84, como por exemplo o GPS. Para transformações entre SAD-69 e SIRGAS2000 se faz necessário personalizar um sistema de referência de coordenadas específico. Isto é o que será abordado neste tutorial a partir de agora.

ENTENDENDO A SINTAXE DO SRC

O SRC adotado pelo QGIS segue o padrão da biblioteca de projeções cartográficas PROJ.4 que se expressa da seguinte sintaxe:

De acordo com o IBGE, os parâmetros de transformação para o SRC SIRGAS2000 customizado devem ser:

Δx = -67,35 m

Δy = +3,88 m

Δz = -38,22 m

Ao comparar os SRC (no sitema de coordenadas geográficos) SAD-69, SIRGAS2000 padrão QGIS e SIRGAS2000 customizado pode-se perceber as diferenças existentes entre eles.

{ +proj=longlat +ellps=GRS67 +towgs84=-57,1,-41,0,0,0,0 +no_defs } SAD-69

{ +proj=longlat +ellps=GRS80 +towgs84=0,0,0,0,0,0,0 +no_defs } SIRGAS2000 padrão QGIS

{ +proj=longlat +ellps=GRS80 +towgs84=-67.35,3.88,-38.22 +no_defs } SIRGAS2000 customizado

1. Para iniciar o processo de personalização, vá ao menu Configurações > SRC Personalizado…

2. No campo Nome, digite a identificação de sua preferência em seguida, no campo Parâmetros insira a sintaxe alterada do SRC SIRGAS2000.

Por fim, clique em OK. Uma vez criado o o novo SRC não é possível removê-lo. Portanto, certifique-se que tudo esteja nas conformidades.

3. Para certificar-se que o SRC foi devidamente criado, vá no menu Configurações > Propriedades do Projeto…

Na guia Sistema de Referência de Coordenadas (SRC), dirija-se ao final da lista e abra o combo Sistema de coordenadas definido pelo usuário e clique no SRC recém criado.

Para personalizar um SCR SIRGAS2000 UTM repita os passos acima mostrados e altere apenas os campos marcados na sintaxe abaixo.

+proj=utm +zone=25 +south +ellps=aust_SA +towgs84=-57,1,-41,0,0,0,0 +units=m +no_defs

OBS: Em relação ao elipsóide (ellps=aust_SA) ser diferente do GRS80, não se preocupe pois ela é a mais indicada para projeções métricas, proporcionando uma maior precisão nos cálculos na casa dos milímetros.

Bom pessoal, por hoje é só e até a próxima.

Para maiores informações acesse as referências abaixo.

FAQ IBGE SIRGAS2000

Wiki OSGeo SIRGAS2000

Transformações entre referenciais geodésicos UFRGS

Por Esdras Andrade Postado em QGis

Adicionar novas simbologias no Quantum GIS

Desde o lançamento das versões 1.7.x do Quantum GIS venho utilizando um conjunto de simbologias extra para representar algumas convenções cartográficas. Isto porque o QGIS não vem de fábrica com essa riqueza de detalhes e que fazem um enorme diferença na hora de compor um mapa para impressão ou compartilhamento, por exemplo. Este conjunto possui mais de 150 estilos divididos entre representações para pontos, linhas e polígonos.

Primeiramente faça o download do pacote no link abaixo.

Simbologia QGIS

(Ao baixar o arquivo, mude a extensão de PDF para RAR e descompacte-o no local de preferência)

1. Abra o gerenciador de estilos (Menu Editar > Gerenciador de estilos…)

2. Na janela de diálogo, clique em Importar…

3. Vá até o diretório onde descompactou o pacote de símbolos, selecione o arquivo XML na pasta symbols e clique em Abrir.

4. Em seguida, selecione aqueles simbolos que deseja importar ou se preferir todos, basta clicar no botão Selecionar Tudo e depois em Importar.

Pronto. Tudo está devidamente instalado e pronto para uso.

Até a próxima.

Por Esdras Andrade Postado em QGis

Lançada a 5ª edição da revista FOSSGIS Brasil

No final do primeiro trimestre de 2011 foi feito o marcante lançamento da Revista FOSSGIS Brasil. Se passou pouco mais de um ano e agora temos muito a comemorar. É nesse ritmo de comemoração, com grande satisfação e prazer que anunciamos o lançamento do 5° número da revista que gerreferencia o conhecimento com tecnologia livre!

O tema da série de capa é DADOS ABERTOS, uma tendência que com certeza vai interessar a você. Nessa linha, há também o artigo sobre o Estado de Alagoas, que já vem empregando as Geotecnologias livres na administração pública, bem como no acesso as informações geográficas.

Para que possamos disponibilizar informações, é necessário que primeiro estas sejam coletadas, e é sobre isso que trata o artigo sobre o Projeto TrackSource, que tem como objetivo mapear o Brasil de uma forma colaborativa.

Você ainda poderá ler artigos sobre o banco de dados geográfico e os projetos de mapas da Pastoral da Criança, conhecer o software de SIG VScenesGIS, o interessante projeto SIGLA, além de um relato detalhado da ultilização do framework degree para desenvolvimento de aplicações espaciais com Java. Não deixe de conferir a matéria sobre o uso do i3Geo no Governo do Pará.

Devido ao aniversário da Revista o entrevistado da edição é o próprio editor, falando sobre como nasceu o projeto, opiniões sobre geotecnologias livres, e uma pré-visão do que vem por aí.

Para fazer o download da Revista FOSSGIS Brasil, edição 5, acesse o link abaixo:

http://fossgisbrasil.com.br/download/

http://fossgisbrasil.com.br/link_direto

Espero que gostem e aproveito a oportunidade para convidá-los a participar da revista, enviando artigos, opiniões e sugestões.

Boa leitura!

Prepare-se para a festa

 

Após 1 ano trazendo até você informações preciosas sobre o universo das geotecnologias livres, será lançada amanhã, 8 de maio, a edição n° 5 (especial de aniversário) da Revista FOSSGIS Brasil.

Comece a separar um bom tempo para ler a revista toda, pois esta edição tratará de um assunto de grande interesse para todos.

Até amanhã, então.

 

QGIS 1.8 no forno

Dentro de algumas semanas sairá a versão 1.8 do Quantum GIS (QGIS), de codinome Lisboa. Atualmente o programa está na situação de RC1 (Release Candidate 1). Este status é um dos últimos estágios antes da liberação da versão final, se é que existe versão final em software livre, pois estão sempre em atualização.

Numa vista rápida, dá para perceber que o sistema ainda está instável e apresenta algumas novidades. Dentre elas podemos citar:

a) Uma discreta reestilização de alguns ícones;

b) Adição de algumas funcionalidades por padrão, como por exemplo, a ferramenta para gerar declividade;

c) Inserção do complemento “Globe” que permite a visualização dos dados em três dimensões.

d) Muitas partes do programa ainda se encontra sem tradução para o Português;

e) O compositor de impressão apresenta uma disposição diferente dos campos de ajuste;

Para quem deseja experimentar, ajudar na tradução ou até mesmo no desenvolvimento desta esta versão, basta adicionar a sua lista de repositórios do Ubuntu/Debian o seguinte endereço:

12.04 (deb http://qgis.org/debian-nightly precise main)

11.10 (deb http://qgis.org/debian-nightly oneiric main)

11.04 (deb http://qgis.org/debian-nightly natty main)

10.10 (deb http://qgis.org/debian-nightly maverick main)

10.04 (deb http://qgis.org/debian-nightly lucid main)

Bem, por hora é só. Aguardemos então, a versão final.

Até a próxima.

Por Esdras Andrade Postado em QGis

Faça o DraftSight 32 bits rodar no Ubuntu 12.04 64 bits

Não sei se os usuários do Ubuntu 64 bits sabiam mas o programa CAD DraftSight só roda em plataformas 32 bits, conforme pode ser visualizado nos requerimentos do sistema que você confere abaixo e pode baixar aqui.

Por muito tempo tentava instalá-lo em meu notebook mas sempre aparecia a mensagem de que a plataforma era icompatível. Até que no último dia 18 de fevereiro o excelente blog Ubuntu Dicas (leitura obrigatória para quem é usuário Ubuntu) publicou um post ensinando a instalar algumas dependências para que se torne possível rodar o DraftSight 32 bits em um Ubuntu 64 bits, o qual o adapto para você.

Abra o terminal usando o atalho Ctrl+Alt+t, digite a senha de superusuário e cole a linha de comando abaixo.

sudo apt-get install libdirectfb-extra sendmail libglu1-mesa libglu1-mesa-dev ia32-libs

Após concluir a instalação das dependências e bibliotecas, faça o download do programa no site oficial.

Ao terminar o download, mova o arquivo draftSight.deb da pasta onde o baixou para o diretório Pasta Pessoal.

Em seguida, clique com o botão direito do mouse sobre o arquivo e selecione Extrair aqui. Ao concluir a extração, feche o Nautilus.

Agora, pressione Atl+F2 e digite gksu nautilus e pressione Enter em seguida. Este procedimento faz com que você abra o Nautilus como Superusuário. Digite sua senha de superusuário.

Vá até a sua pasta pessoal, onde extraiu o arquivo .DEB e copie a pasta draftSigh para o diretório /var.

DE:

PARA:

Entre no diretório var/draftSight/opt e copie a pasta dassaut-systemes. Cole-a no diretório /opt. Em seguida, feche o Nautilus.

DE:

PARA:

Falta pouco para terminar. Agora abra o terminal (digite Ctrl+Atl+t).

Digite o comando cd ~/draftSight/DEBIAN teclando enter ao final:

Então execute o comando:

sudo ./preinst

Aceite os termos e condições.

Por fim, execute o comando:

sudo ./postinst

Finalmente, abra o DraftSight. Aparecerá, então, uma janela de diálogo. Preencha as informações solicitadas e clique em Ativar.

Bom trabalho com seus arquivos DWG e DXF.

Caso queira criar um lançador na barra lateral do Ubuntu siga esses passos.

Até a próxima, pessoal!

Lançado o Ubuntu 12.04

Hoje, 26 de abril de 2012 foi lançada a versão 12.04 (codinome Precise Pangolin) da distribuição Linux mais popular: Ubuntu.

Não posso negar que o uso desta nova versão é simplesmente fantástica. Agilidade e estabilidade são as palavras certas para descrever a experiência. Venho utilizando-o desde a segunda versão Beta.

Em termos de interface, pouca coisa mudou em relação ao seu antecessor. Mas há melhorias significativas na customização deste S.O.

Outra vantagem desta nova versão é que ela é LTS (Long Term Support) ou seja, Longo Tempo de Suporte. Isto significa que você instala hoje o sistema e a Canonical (empresa desenvolvedora/mantenedora do Ubuntu) dará suporte e atualizações durante o prazo de 5 anos. Isto é muito vantajoso para pessoas e empresas que não gostam/não querem/não podem estar trocando de versão a cada 6 meses.

Para fazer o download clique nos links abaixo:

Abraços, faça um bom uso e até a próxima.

Por Esdras Andrade Postado em Ubuntu