SPRING: Composição RGB

g30052

Ao iniciar o Spring, o primeiro passo para importar as bandas das imagens de satélite é clicar no botão Banco de Dados.

01a

Na janela de diálogo que abrir, siga a numeração na figura abaixo:

[1] Defina o diretório onde o banco de dados dever sr guardado;

[2] Digite o nome do banco de dados (Atenção: Nunca use caracteres especiais como til ou cedilha e, se o nome do arquivo possuir mais de uma palavra, não deixe espaços entre elas);

[3] Para o gerenciador do banco de dados, selecione a opção SQLite, caso você não possua nenhum instalado em seu sistema;

[4] Cria o banco de dados;

[5] Seleciona o banco de dados a ser utilizado no procedimento de composição RGB;

[6] Ativa o banco de dados;

Por fim, clique em fechar.

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Agora, clique em Arquivo > Importar > Importar Dados Vetoriais e Matriciais…

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Nesta janela de diálogo, na guia Dados, clique em Arquivo… para escolher as bandas a serem compostas

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Para selecionar as bandas, faça:

[1] Indica o diretório onde os arquivos estão guardados;

[2] Mude o tipo do arquivo para TIFF/GEOTIFF (*.tif*.tiff) e clique em Abrir (O).

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Ao selecionar as bandas, o programa já reconhece automaticamente o sistema de projeção e a resolução espacial das bandas.

Depois de observar essas informações, clique na guia Saída.

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Na guia Saída, antes de efetivar a importação das bandas é necessário mais alguns procedimentos:

[1] Define o nome do projeto, (Atenção: Nunca use caracteres especiais como til ou cedilha e, se o nome do arquivo possuir mais de uma palavra, não deixe espaços entre elas);

[2] Escolhe o tipo de categoria do projeto. Selecione CAT_Imagem, pois se está importando arquivo do tipo imagem;

[3] Digite o nome do Plano de Informação (PI);

[4] Executa a importação das bandas;

[5] Fecha a janela de diálogo

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Habilite o painel de controle, clicando no ícone Painel de Controle.

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No painel de controle, selecione as bandas e marque as caixas de seleção (parte inferior do painel de controle) que deseja associar .

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Enquanto você vai associando o RGB às bandas, o resultado vai sendo mostrado na área de trabalho do Spring.

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Para salvar a composição RGB em um único arquivo, faça:

Clique no menu Arquivo > Exportar > Exportar Dados Vetoriais e Matriciais…

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Associe as bandas aos respectivos filtros RGB. Defina a composição exatamente igual a composição já feita e clique em Salvar…

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Escolha o diretório onde deseja salvar o arquivo e clique em Salvar.

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Pronto. O procedimento de composição RGB foi realizado e salvo com sucesso.

Até a próxima.

Primeiros passos no Orfeo Toolbox/Monteverdi

otb_fingerprint

Os dois últimos artigos publicados aqui no blog Geoparalix apresentaram o Orfeo Toolbox/Monteverdi e os passos de como instalá-lo no Ubuntu Linux. Para finalizar esta série, o terceiro artigo da série mostra rapidamente algumas funcionalidades básicas deste software que me impressionou pela facilidade de manuseio.

Então, vamos ao que interessa.

1. ABRIR UMA IMAGEM DE BAIXA RESOLUÇÃO ESPACIAL

O processo de importação de imagens de satélite, diga-se de passagem, é o mesmo tanto para imagens de baixa resolução quanto de alta.

Para isso, clique no menu File > Open dataset.

01_otb_import_image

Em seguida, na janela de diálogo, vá até o diretório onde sua imagem está armazenada e, no campo Data type, selecione a opção Real image e clique em Open.

04_otb_confirm

Se estiver importando uma imagem de baixa resolução espacial, repita este procedimento para as demais bandas.

05_otb_repeat_open_image

Ao final da importação, todos os arquivos estarão dispostos para visualização. Caso queira vê-los, clique com o botão direito do mouse sobre o nome do arquivo (conforme figura abaixo) e clique em Display in viewer. Então, a imagem abrirá numa janela à parte, lembrando a interface do Envi 4.x.

06_otb_view_file

2. COMPOSIÇÃO DE BANDAS

Com as bandas de interesse carregadas no programa, clique no menu File > Concatenate images.

07_concateneted_images

Na janela Set inputs, selecione as Readers, seguindo a ordem da sua composição. Caso ignore esta sequência, não se apavore, veremos abaixo como realizar a composição de outra forma.

À medida que for selecionando as Readers, clique no ícone com sinal de + para incluí-las no campo em branco.

Em Instance label, digite o nome da sua composição, se preferir. Clique em OK.

10_otb_set_tif3

Para visualizar a composição RGB, clique com o botão direito do mouse sobre OutputImage e clique em Display in viewer.

13_otb_open_viwer_rgb

O resultado se assemelhará a este, dependendo das bandas escolhidas para a composição.

14_otb_image_loaded

Para ajustar a composição RGB, clique na guia Setup na janela de diálogo OutputImage, que se abre juntamente com a viewer e marque opção RGB composition mode.

Então, associe as bandas aos canais RGB. Para este tutorial, optei em fazer a composição RGB com cores verdadeiras para a imagem do satélite Landsat 5, sendo: R3 G2 B1. Depois clique no botão Apply.

15_setup_rgb

O resultado foi este.

16_otb_rgb_ajusted

3. AJUSTANDO HISTOGRAMAS

Caso deseje ou precise ajustar os histogramas, clique na guia Histogram na janela de diálogo OutputImage, que se abre juntamente com a viewer e arraste as linhas verticais presentes no início e fim de cada histograma correspondente às bandas RGB.

17_otb_histograms

4. DETALHES DO PIXEL

Se você precisar obter informações dos pixels contidos nas imagens, basta clicar na guia Pixel description na janela de diálogo OutputImage, que se abre juntamente com a viewer e nos campos X e Y digite os valores da linha e da coluna que pretende obter informações, clicando em OK em seguida.

Um detalhe que me chamou a atenção, pois nunca havia percebido em outros softwares, foi a informação de que aquele pixel selecionado se encontra próximo a uma cidade. E neste caso, coincidiu com a cidade de Maceió.

18_otb_pixel_description

4. ABRIR UMA IMAGEM DE ALTA RESOLUÇÃO ESPACIAL

O procedimento é o mesmo apresentado no tópico 1, assim como a manipulação vista nos tópicos 2 e 3.

20_otm_high

5. EXPORTANDO UMA IMAGEM PARA O FORMATO KMZ

Uma funcionalidade, digamos, interessante, é poder exportar a imagem de satélite para visualização no Google Earth.

Para isto, basta acessar o menu File > Export To Kmz.

Captura de tela de 2013-01-07 21:35:17

Na janela de diálogo, no campo Input image, selecione a imagem a ser exportada e em seguida clique no botão +, clicando em OK no final.

Captura de tela de 2013-01-07 21:37:30

Será criado o arquivo KMZ na mesma pasta onde a imagem está armazenada. Vários arquivos no formato XML são criados juntamente com o KMZ no mesmo diretório. Para visualizar a imagem no Google Earth, basta apenas dar um duplo clique no arquivo KMZ.

Captura de tela de 2013-01-07 21:28:54

No final, o resultado deverá se parecer com este. Vale ressaltar que quanto maior o tamanho (volume em MB/GB) mais maior será o arquivo KMZ e mais demorada será a renderização no aplicativo.

Captura de tela de 2013-01-07 21:28:11

Bem, os primeiros passos no Orfeo Toolbox/Monteverdi foram mostrados neste artigo. Espero que tenha servido para aguçar a sua curiosidade.

Tentarei mostrar mais adiante como realizar as funções clássicas de PDI e SR, como por exemplo: Mosaico, Fusão e Classificação.

Abraços e até a próxima.

Instalando o Orfeo Toolbox/Monteverdi no Ubuntu Linux

orfeo_ubuntu

Publiquei no último post uma breve apresentação do OTB (Orfeo Toolbox), que é uma biblioteca de código aberto de algoritmos de processamento de imagem de alta resolução.

No post de hoje, mostrarei como instalá-lo junto com a sua GUI (Interface Gráfica), chamada de Monteverdi no Ubuntu. As versões testadas foram a 12.04 e 12.10.

O procedimento é bem simples. Abra o terminal do seu Ubuntu, através do atalho Ctrl+Alt+t. Logue-se como super-usuário (digitando sudo su) e depois digite a sua senha e tecle enter.

otb_superuser

Agora, adicione o repositório PPA do UbuntuGIS estável, copiando e colando o comando abaixo:

sudo add-apt-repository ppa:otb/orfeotoolbox-stable-ubuntugis

otb_repository

Depois, atualize a lista de repositório do seu Ubuntu com o seguinte comando:

sudo apt-get update

otb_update

Feito isto, é chegado o momento de instalar as bibliotecas e a interface gráfica (Monteverdi). Clique no ícone da Central de Programas do Ubuntu.

otb_launcher

No campo de busca (canto superior direito) digite otb e instale as bibliotecas marcadas na imagem abaixo.

otb_central

Após a conclusão do download/instalação, um ícone será criado no lançador do Unity em seu Ubuntu, tal qual a imagem abaixo.

otb_monteverdi

Caso o ícone não seja criado, clique no painel inicial no lançador do Unity e digite otb ou monteverdi que o aplicativo será mostrado. Clique no ícone para abrir o programa.

otb_painel

otb_dash

Se porventura o problema persistir, basta digitar no terminal o comando monteverdi, que o programa será carregado normalmente. Não precisa estar logado como root (super-usuário).

Esta é a interface do Orfeo Toolbox/Monteverdi. Que por sinal é muito limpa e simples. Não há ícones poluindo a aparência do programa. As funcionalidades são divididas apenas em menus.

otb_monteverdi

No entanto, quando se começa a trabalhar nas imagens, várias janelas são abertas, poluindo um pouco o ambiente de trabalho, lembrando um pouco a antiga interface do Envi.

otb_running

Bem pessoal, por hoje é só.

Aguardem o último artigo da série, no qual serão mostradas algumas funcionalidades do Orfeo Tool Box.

Orfeo Toolbox/Monteverdi: PDI e SR livres para imagens de alta resolução

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Depois de uma longa hibernação de postagens, começo o ano de 2013 apresentando uma série de 3 artigos sobre o Orfeo Toolbox (OTB)/Monteverdi. O primeiro post, que é este, apresenta o OTB; o segundo, ensinará como instalá-lo no Ubuntu Linux e o terceiro, mostrará algumas funcionalidades do programa.

Descobri o software através de uma longa garimpada na internet (que me retornou com muitas novidades), na qual buscava softwares livres de SR e PDI a ser apresentado às minhas turmas nas aulas de Sensoriamento Remoto.

Como já foi dito, o Orfeo Toolbox é um programa de Sensoriamento Remoto e Processamento Digital de Imagens que é desenvolvido e mantido pelo CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais) da França em consórcio com a COSMO-SkyMed da Itália. É um aplicativo multiplataforma, rodando em Linux, Unix, Mac e Windows.

ORFEO Toolbox (OTB) é distribuído como uma biblioteca de código aberto de algoritmos de processamento de imagem e é baseado na biblioteca de processamento de imagens médicas ITK, oferecendo funcionalidades específicas para o processamento de imagens de sensoriamento remoto em geral e para imagens de alta resolução espacial, em particular. Estão disponíveis algoritmos direcionados para imagens de alta resolução óptica (SPOT, Quickbird, WorldView, Landsat, Ikonos), sensores hiperespectrais (Hyperion) ou SAR (TerraSarX, ERS, PALSAR).

Além de possui um plugin para o  QGIS o OTB também está presente no OSGEO Live DVD 6.

OTB é distribuído sob uma licença de software livre CeCILL (semelhante ao GPL) para incentivar a contribuição dos usuários e promover a investigação reprodutível. Por isso o seu lema é Orfeo Toolbox is not a black box (a caixa de ferramentas Orfeo não é uma caixa preta – numa tradução livre).

Classificação Supervisionada

Classificação Supervisionada

Contagem de Objetos

Contagem de Objetos

Seguimentação de Imagem

Seguimentação de Imagem

Se você se interessou em conhecer este software livre, recomendo a leitura dos seguintes links:

História: http://orfeo-toolbox.org/otb/history.html

Documentação: http://orfeo-toolbox.org/otb/documentation.html

FAQ: http://www.orfeo-toolbox.org/FAQ.html

Conheça mais o potencial do programa assistindo o slideshow em: http://tinyurl.com/b4u9afk

Até a próxima, pessoal!

Lançada a 4ª edição da Revista FOSSGIS Brasil

Foi liberada a quarta edição da revista de geotecnologias livres FOSSGIS Brasil.

A matéria de capa traz uma rica abordagem sobre os Metadados, seus padrões e softwares livres para sua criação e edição. Há ainda um tutorial apresentando o plugin Metatools para Quantum GIS que lida com os metadados. Seguindo a mesma abordagem a revista traz uma entrevista muito interessante com o criador do Geonetwork Opensource, Jeroen Ticheler.

Esta edição traz ainda ricas matérias sobre o Spring, Sensoriamento Remoto e como criar mapas e rotas a partir de um aparelho celular. E tem muito mais. Confira, fazendo o download a partir do link abaixo ou na figura acima.

Revista_FOSSGIS_Brasil_Ed_04_Janeiro_2012.pdf

Agradecemos desde já àqueles que enviarem suas opiniões, comentários e artigos para publicação, através de nosso site oficial (http://fossgisbrasil.com.br) e/ou do e-mail revista@fossgisbrasil.com.br.

Este ano o desejo de todos que fazem parte da Equipe FOSSGIS Brasil é continuar Georreferenciando o Conhecimento!

Envi 4.8 para Linux: Instalação no Ubuntu 11.10

Sim, prezado leitor, existe Envi para sistemas operacionais baseados em Linux. A divulgação é ínfima mas felizmente esta versão existe.

Qualquer usuário do programa pode tê-lo e rodá-lo na plataforma do Pinguim.

Sem dúvida alguma este programa é um dos mais populares e poderosos existentes no mercado de softwares para PDI e Sensoriamento Remoto. E esta afirmativa pode ser assegurada não somente pela sua qualidade mas também pela sua preocupação em disponibilizar uma versão atualizada para outros sistemas operacionais diferente do Windows; embora a participação do Linux no mercado de SO seja menor que 5%. Pelo menos o respeito por parte do desenvolvedor do software por outros SO existe e é fato.

Feitas as considerações, prepare-se para instalar o Envi no seu Linux.

Primeiramente faça o download do Envi através do site: http://www.exelisvis.com/Downloads/ProductDownloads.aspx

Depois, você será redirecionado para uma página de cadastro. Preencha-a e se habilite confirmando o email recebido.

Para instalar o Envi no seu Linux, abra o terminal como superusuário e digite os comando abaixo.

1. Criar o diretório onde o programa será instalado

mkdir /usr/local/itt

2. Dar permissões para leitura e execução de arquivos no diretório do programa

chmod a+rx /usr/local/itt

3. Entre no diretório onde salvou o arquivo do download. Geralmente no Ubuntu este diretório é a pasta Downloads

cd Downloads

4. Copie ou mova o arquivo para o diretório recém criado.

A mecânica da sintaxe deve sempre ser: comando nome_do_arquivo /diretório destino

Para copiar o arquivo use cp. Para movê-lo use mv.

Assim, para este tutorial, preferi copiar o arquivo e preservar o original.

Logo, o comando utilizado foi:

cp envi48linux.x86.tar.gz /usr/local/itt

5. Entre no diretório onde acabou de copiar o arquivo de instalação para executar os comandos seguintes

cd /usr/local/itt

6. Descompacte o arquivo baixado

gunzip envi48linux.x86.tar.gz

7. Agora descompacte o arquivo no formato TAR

tar xf envi48linux.x86.tar

8. Inicie o processo de instalação digitando:

./install.sh

Leia e concorde com os termos da licença. Para avançar as páginas, aperte a tecla enter.

Digite o diretório onde o Envi será instalado conforme solicitado

/usr/local/itt

Digite y para responder sim à solicitação de instalação dos serviços de rede DICOM

Digite y para confirmar o resumo da instalação

Digite y novamente para executar o comando apresentado

Mais uma vez digite y para continuar o processo de instalação

Digite y para as duas últimas perguntas: se você deseja iniciar os serviços de rede DICOM quando inciar o seu Linux e se você deseja rodar o Wizard de ativação da licença.

Em relação ao Wizard, o procedimento será mostrado mais em baixo.

Finalizada a instalação, agora é necessário ativar a licença adquirida. Então a copie para o diretório abaixo:

/usr/local/itt/license

Execute o comando:

/usr/local/itt/idl/idl80/bin/lmgrd -c /usr/local/itt/license/License.dat -l /var/log/lmgrd.log &

Este comando deve ser executado a cada vez que o computador for reiniciado. Para evitar isso, existe a possibilidade de inicialização automática do gerenciador da licença quando seu Ubuntu for inicializado.

Para isto, digite o comando abaixo:

gedit /etc/rc.local

Então copie a linha de comando do procedimento anterior e cole-a acima da linha exit 0. Depois clique em salvar e feche o editor.

De volta ao Wizard da licença…

Para instalá-la no programa, marque a opção Install a license you have received e clique em Next.

Clique em Browse to import license file… para importar a licença adquirida.

Navegue até o diretório onde o arquivo da licença se encontra e clique em OK.

Pronto! o Envi 4.8 para Linux está devidamente instalado e registrado para uso.

Para executá-lo dê um duplo clique no arquivo envi_rt e em seguida clique em Executar na janela de diálogo

Se quiser criar um atalho para facilitar, siga os passos desse tutorial pois os procedimentos são similares.

Aguarde o splash finalizar o carregamento e o Envi estará pronto para ser usado.

Eis o desktop com a clássica janela de menus do Envi.

Composição colorida da imagem do satélite Landsat efetuada no Envi.

Classificação não supervisionada sendo executada.

Então é isto pessoal. Até a próxima dica.

Agradecimento: O blog Geoparalinux agradece à Sulsoft, representante oficial do Envi no Brasil, pela cessão de uma licença temporária de 7 dias, a qual permitiu a criação deste tutorial.

Composição colorida de imagens de satélite no gvSIG

Alguns meses atrás surgiu na lista de discussão do gvSIG Brasil uma dúvida de como realizar uma composição colorida em imagens de satélite usando o gvSIG. Até aqui tudo bem, mas o cerne da questão era como deixar esta composição de maneira que quando  a imagem fosse aberta em qualquer computador ou programa não perdesse os realces e a ordem RGB da mesma.

Pois bem, caso você não participou da discussão e gostaria de saber como fazer, prepare alguns minutos de seu tempo para ler até o final este artigo.

Importe para o gvSIG apenas uma banda da cena que deseja trabalhar. Para este caso utilizei a cena do satélite Landsaat 5, banda 3.

Com o botão direito do mouse, clique sobre a camada correspondente a cena importada e em seguida clique em Propriedades da cobertura.

Perceba que na aba Bands a banda 3  já se encontra inserida. O que vamos fazer agora é importar as demais bandas que se deseja trabalhar. Neste caso, clica-se no botão Adicionar para inserir as demais bandas.

Seleciona-se as bandas desejadas. Para este tutorial, escolheu-se as bandas 4 e 5.

No campo destacado, marque as bandas correspondentes às cores RGB que deseja aplicar a sua imagem. O processo pode ser combinado de diversas formas desde que atenda às suas necessidades.

Já na aba Realce, marque a caixa de selção Activate no campo Brilho e contraste. Na barra deslizante ou digitando, configure o brilho e o contraste da cena de forma que atenda às suas necessidades. Em seguida clique em aceitar.

Depois, selecione a imagem composta e clique na ferramenta Raster process.

A seguir, selecione a ferramenta Radiometric enhanced.

Aguarde enquanto o histograma é aberto.

Quando a janela de aprimoramento radiométrico abrir, você poderá melhorar o aspecto de sua imagem, ajustando cada banda individulamente.

Para salvar suas alterações de modo que a imagem permanceça com as configurações realizadas, selecione New Layer e logo abaixo, selecione Create file. Mande aplicar.

Escolha o local onde desseja salvar o arquivo, nomeando-o.

Aguarde o processe finalizar.

Quando isto acontecer a imagem será carregada automaticamente no TOC do gvSIG e já estará pronta para ser distribuída/usada.

O procedimento já se encarrega de gerar o arquivo TFW e RMF acompanhando o TIF.

 

Bem, espero que este tutorial possa lhe ajudar.

Até a próxima.

Instalar OpenEV no Ubuntu 11.04

Uma das grandes vantagens dos Softwares Livres é a grande diversidade  de aplicativos existentes para certas aplicações; dentre elas os SIG. Justamente por isso, nos últimos meses temos tomado conhecimento de alguns softwares destinados ao Processamento Digital de Imagens e ao Sensoriamento Remoto disponibilizados sob licenças livres.

No tutorial de hoje vamos apresentar o OpenEV e mostrar como instalá-lo no Ubuntu Linux 11.04.

Segundo o site oficial, o OpenEV é uma biblioteca de software e aplicações para visualização e análise de dados raster e vetor geoespaciais.

O programa é disponibilizado sob a licença livre GNU LGPL e está disponível para as plataformas Linux, Sun Solaris, Windows e sistemas operacionais SGI Irix.

Cabe salientar que o aplicativo utiliza as bibliotecas GDAL, Proj.4 e GTK+.

As principais características do software são listadas a seguir, segundo site oficial:

  • Lida com dados raster e vetor;
  • Suporta visualização 2D e 3D;
  • Manipula facilmente um conjunto de dados muito grande (gigabyte);
  • Suporte multicanal, e conjuntos de dados raster complexos.
  • Compreende e interpreta as informações de georreferenciamento, permitindo visualização on the fly dos dados;
  • Permite manipulação (pan, zoom, rotação) com taxas de quadro interativo;
  • Possui uma poderosa ferramenta de análise de imagem;
  • Serve como um componente em uma variedade de aplicações de análise de imagem.

Feitas as devidas apresentações, vamos ao que interessa, de fato.

Primeiramente, é necessário efetuar o download do programa. O tamanho do arquivo é de aproximadamente 25 MB. Muito pequeno para o que se propõe a fazer.

O link abaixo corresponde a página de download.

http://openev.sourceforge.net/index.php?page=download

Se você é usuário Linux, clique aqui para fazer o download diretamente.

A versão para download é a 1.8 e o arquivo encontra-se compactado no formato .tar.gz.

Após terminar o download descompacte o arquivo clicando com o botão direito do mouse sobre ele e clique em Extrair aqui.

Agora abra o terminal (Ctrl+Alt+T) e dirija-se ao diretório onde salvou o arquivo e logue-se como superusuário.

Para efeitos didáticos utilizei para este post a Área de Trabalho.

Já dentro do diretório, chegou o momento de instalar o programa em seu computador. Para isto digite o seguinte comando:

./install linux /usr/local/openev

OBSERVAÇÃO: sugeri o caminho /usr/local/openev pois os programas instalados pelo proprietário devem estar neste diretório. Porém, o diretório pode ser qualquer um que você desejar, desde que a instalação fique inserida dentro da respectiva pasta do programa. Neste caso, openev.

Agora, via terminal, vá até o local onde realizou a instalação.

cd /usr/local/openev

Para executar o programa, dentro do diretório onde está instalado, vá até a pasta bin com o seguinte comando:

cd bin

e apenas digite

./openev

Se preferir iniciar o programa graficamente vá até o respectivo diretório e dê um duplo clique sobre o ícone do executável.

Abaixo, exemplo do OpenEV com uma carta topográfica de Maceió, georreferenciada.

Caso queira executar o programa através de um ícone na área de trabalho, basta apenas criar um lançador no seu desktop.

Dê o primeiro passo no programa, gerando uma composição colorida. A sugestão vai para o site do meu amigo Jorge Santos. Clique neste link para acessar.

Veja também:

Tutoriais – http://openev.sourceforge.net/index.php?page=tutorials

Manual – http://openev.sourceforge.net/app/openevmain.html

Publicações – http://openev.sourceforge.net/index.php?page=publications

Bem, acho que isso é tudo.

Até a próxima.

Opticks: Um programa open source para sensoriamento remoto

Foi lançada no último dia 17 de junho de 2011 a versão 4.7 do programa para sensoriamento Remoto e PDI: Opticks. É mais uma alternativa aos softwares existentes neste segmento. Ele junta-se ao Spring, Ossim, RAT e Beam, formando o esquadrão alternativo ao Erdas Imagine e Envi.

O programa é licenciado sob a LGPL e está disponível para download nas seguintes plataformas:

- Solaris 10 Sparc

- Linux (DEB e RPM) 32 e 64 bits

- Windows (XP, Vista e 7) 32 e 64 bits

Para fazer o download, basta clicar no link http://opticks.org/confluence/display/opticks/Download e escolher a sua versão.

A instalação no Ubuntu é muito simples. Ao baixar o arquivo DEB, basta dar a permissão para o arquivo rodar como programa e, executá-lo. Imediatamente a Central de Programas do Ubuntu abrirá solicitando sua senha de super-usuário e pronto. O aplicativo será instalado automaticamente.

Ao finalizar a instalação, o lançador (ícone) do Opticks estará disposto junto dos programas Gráficos.

O programa pode receber outras funcionalidades através das extensões existentes, dentre elas, destaque para:

- Processamento geral de imagens;

- Animação em vídeo;

- Script IDL;

- Processamento de imagens Radar;

- Processamento de imagens SAR;

- Raster Math;

- Análise hiper e multi-espectral

Para fazer o download das extensões clique no link http://opticks.org/confluence/display/opticksExt/All+Opticks+Extensions.

Para saber como instalar as extensões clique no link http://opticks.org/confluence/display/opticksExt/How+To+Install+an+Extension.

Ainda não testei a fundo o programa. Quando isto ocorrer, posto aqui as impressões e dicas.

Convido você a baixar, instalar e experimentar este aplicativo.

Até a próxima.

Mosaico de imagens no gvSIG 1.9

Finalmente consegui algum tempo para testar a mosaicagem de imagens usando o gvSIG 1.9. Esta funcionalidade está disponível através da extensão Sensoriamento Remoto que pode ser baixada neste link https://gvsig.org/web/projects/gvsig-desktop/devel/remote-sensing/product.

No exemplo de hoje utilizei duas imagens que foram capturadas a partir do Google Earth e passaram pelo processo de georreferenciamento. Este procedimento foi adotado porque das inúmeras outras vezes que tentei fazer o procedimento de mosaicagem utilizando cenas inteiras Landsat e Cbers (CCD e HRC) o gvSIG levou meu computador à exaustão e não conseguiu realizar a tarefa como deveria. Desta forma, com imagens mais leves e menos abrangentes, finalmente, foi possível realizar a operação.

Mas afinal, o que é mosaicagem?

Entende-se por mosaicagem a técnica ou processamento de unir em uma única imagem duas ou mais cenas ou extratos de imagens. É um procedimento PDI muito comum por conta da dificuldade em que os satélites têm de capturar imagens em grandes extensões territoriais contíguas. Este é um processo que transcende a visualização porque o resultado final depende dos parâmetros cartográficos inerentes a esta técnica. Embora seja possível, não recomendamos realizar o mosaico de imagens tomadas em diferentes datas por conta das deformações apresentadas na faixa de intersecção das imagens decorrentes de diferenças de ângulo de visada na hora da tomada das imagens brutas.

 

PASSO 1: Carregue as imagens (quantas forem necessárias) dentro do gvSIG.

 

PASSO 2: Habilite a ferramenta Raster Process e em seguida a ferramenta Mosaico.

PASSO 3: Dentro da janela de diálogo, na aba Operação -> Seleção de imagens, marque as imagens você deseja que compunham seu mosaico.

No campo Métodos, deixe a caixa de seleção desmarcada.

Caso você marque esta opção, será feito o ajuste de similaridade entre as imagens componentes. Isto fará com que uma ou várias imagens obtenham os valores de brilho, contraste, cor e saturação de cada pixel tomando como referência outra imagem, afim de se obter uma única imagem mais homogênea possível.

No campo Overlap, deixe a função selecionada em Máximo.

Em Feathering (Plumagem), deixe-a desmarcada também. Caso você queira experimentar, esta função fará com que a borda de intersecção entre as imagens fique em degradê. Acho isso desnecessário, além de demandar muito tempo de processamento.

 

Na aba Opções, no campo Saída, você pode nomear o arquivo final e definir se ele será gerado apenas na memória do computador ou se será salvo um arquivo no disco rígido.

Por fim, clique em Aceitar.

 

Aguarde o final do processamento…

 

…e você terá como resultado final suas imagens mosaicadas.

Perceba que como existiam pixels com cores diferentes dos demais pixels mosaicados, na faixa de intersecção eles são mostrados como resíduos que, geralmente não comprometem as informações contidas nas imagens.

Se você quiser se aprofundar mais sobre este assunto, indico como referência a dissertação de mestrado Mosaicagem de Imagens Digitais do autor Elias Ribeiro de Arruda Junior, disponível neste link www4.fct.unesp.br/pos/cartografia/docs/teses/d_arruda_jr_er.pdf

Por hoje, isso é tudo.

Até a próxima, pessoal.