Governo investe em geoprocessamento para a melhoria da gestão pública em Alagoas

Reproduzido na íntegra do site http://goo.gl/t8n0U com grifos nossos.

O governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) e de diversos parceiros, apostou durante o ano de 2011 no aperfeiçoamento da gestão pública e eficiência no monitoramento das ações governamentais por meio do geoprocessamento.

O projeto de imageamento de 2.341 km² do território alagoano, por meio de satélite, e o processamento de informações geográficas, a partir das fotografias, é desenvolvido pelo Núcleo de Geoprocessamento da Seplande com recursos do Banco Mundial (Bird). O processo obteve êxito ao longo de 2011 e deve avançar ainda mais em 2012.

As imagens, com alto nível de detalhamento, correspondem as 14 cidades mais populosas da região Sul do estado e mais a faixa do litoral alagoano que vai de Maceió a Piaçabuçu, com extensão de cinco quilômetros no sentido litoral-interior. O imageamento do litoral Norte já foi realizado em 2006 e cobre todos os municípios da região da Costa dos Corais.

Segundo o superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento da Seplande, Thiago Ávila, o mapeamento proposto no início deste ano e concluído recentemente é uma ferramenta indispensável para a convergência de ações e otimização de recursos públicos. “Esse mecanismo permite um melhor planejamento e monitoramento das diversas esferas do Governo, como segurança, meio ambiente, agricultura, distribuição de serviços e equipamentos públicos – escolas, hospitais, delegacias – entre outros”, explicou.

O secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, destacou o principal objetivo de fomentar o geoprocessamento. “O investimento na área é primordial para o aperfeiçoamento da gestão pública. O combate à criminalidade, a prevenção de desastres naturais e a preservação do meio ambiente, a geração de subsídio para planejamento de ações de trânsito, o desenvolvimento da agropecuária; tudo isso poderá ser monitorado através desse mecanismo”, exemplificou o secretário.

Protal Geográfico – Entre as cidades contempladas estão Arapiraca, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Coruripe, Coqueiro Seco, União dos Palmares, Santa Luzia do Norte, Teotônio Vilela, Penedo e Marechal Deodoro. Todas as fotografias por satélite estarão disponibilizadas para todas as Secretarias, órgãos do Governo e sociedade por meio do Portal Geográfico de Alagoas. A ferramenta é um sistema de informação geográfica na internet que compartilha um banco de dados entre os setores e que pode ser acessado por toda a população. Inclui ainda serviço de intranet, para o armazenamento e compartilhamento de informações sigilosas entre as instituições.

Baseado em softwares livres desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Portal Geográfico reúne uma série de informações socioeconômicas e geográficas. “Sendo livre, a plataforma possibilita uma economia significativa quanto à aquisição de licença de softwares e o compartilhamento dessas tecnologias, sem nenhum custo”, explicou o gerente de Tecnologias e Aplicações da Seplande, Valter Ramos.

Imagens de satélite de alta e baixa resolução; malha dos limites do estado; dos municípios, dos bairros e das divisões dos bairros; malha viária do estado, malha de recursos hídricos; área urbana do estado; localização dos assentamentos rurais; tribos indígenas; unidades de conservação, proteção integral e uso sustentável; mapas do relevo dos municípios e do estado são algumas das informações abrigadas pelo banco de dados do Portal.

“Estamos trabalhando para incorporar ainda mais informações ao sistema, como a localização dos pontos notáveis do Estado, como museus, prédios, equipamentos urbanos, hidrantes, áreas de lazer, educação, saúde, etc.”, acrescentou o diretor de Geoprocessamento da Seplande, Robson Brandão. Segundo Robson, o Portal já estará com todas as imagens até fevereiro do próximo ano, mas já comporta a primeira parte das fotografias recebidas.

Além disso, o Portal abriga mapas temáticos socioeconômicos como a distribuição da população estatísticas atualizadas pelo Censo e distribuição do Produto Interno Bruto (PIB) por município e segmento econômico. Uma série de capacitações foi realizada ao longo do ano pelo Ministério das Cidades e pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) com o apoio da equipe do Núcleo de Geoprocessamento da Seplande para qualificar mais de 60 municípios no uso de tecnologias estruturadas em geoprocessamento.

“A plataforma é essencial para evitar a duplicidade de ações e desperdício de recursos públicos na aquisição de dados geográficos”, resumiu Robson Brandão. O Portal é um produto do Núcleo de Geoprocessamento da Seplande, desenvolvido com o apoio da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), vinculada ao INPE, e do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (IGDEMA) da Ufal.
Próximos Passos

Recentemente foi aprovado um convênio entre o Ministério do Meio Ambiente e o Governo de Alagoas para o mapeamento de áreas de risco de acidentes com cargas perigosas. A Secretaria de Estado da Saúde articulou a parceria na ordem de R$ 860 mil, onde R$ 160 mil serão destinados para a aquisição de novas imagens de satélite em mais cidades alagoanas. Além da Sesau e da Seplande, também estão no convênio a Defesa Civil, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) e o Corpo de Bombeiros.

O governo do Estado também deve locar recursos na ordem de R$ 1.000.060 milhão para fomentar os setores de tecnologia da informação e fortalecimento do geoprocessamento em Alagoas. O investimento será feito em algumas ferramentas a exemplo de notebooks, computadores, equipamentos de GPS, sacanner em grande formato, impressoras, servidores altamente qualificados e câmeras digitais.

No primeiro semestre de 2012, o Núcleo de Geoprocessamento da Seplande deve consolidar a base geográfica e incluir a integração tecnológica com os órgãos do Estado, além de fornecer capacitação especializada. Outros projetos interligados serão concretizados no próximo ano: Projeto Alagoas e Mapas – publicação digital e física de conjunto de mapas temáticos já existentes – e a versão atualizada de mapa político administrativo do estado.

Toda a infraestrutura de dados espaciais do governo do Estado está sob responsabilidade da Seplande e de parceiros como o Instituto de Tecnologia e Informática de Alagoas (Itec), Instituto do Meio Ambiente (IMA), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Secretaria de Estado Saúde (Sesau), Defesa Civil, Detran/AL, Polícia Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), entre outros.

Alfa 2 do gvSIG 2.0 disponível para teste

A notícia não é nova, mas foi liberada a versão alfa 2 do gvSIG 2.0 no dia 24 deste mês.

Quem quiser testar o programa visando reportar os bugs faça o download no link abaixo.

http://www.gvsig.org/web/projects/gvsig-desktop/official/gvsig-2.0/downloads

Para reportar os bugs, acesse o link abaixo.

http://www.gvsig.org/web/community/mailing-lists/directory-en/view

Segundo o blog do projeto gvSIG as principais novidades da versão 2.0 são:

No entanto, gvSIG 2.0 traz-nos algumas outras características novas:

  • Novo instalador que suporta a instalação típica e personalizada. O usuário é capaz de decidir os add-ons que serão instalados. Além disso, uma vez instalado o gvSIG, o usuário é capaz de instalar novos add-ons;
  • Algumas mudanças na interface de ferramentas de gestão de dados como:
    • Arquivo de importação / exportação.
    • Operações de tabela.
    • Nova camada.
  • Carga de camada melhorada. Agora o usuário pode usar o aplicativo enquanto que a camada está carregando;
  • Suporte a WMTS (Web Map Service Tiled). WMTS é um novo padrão de serviço OGC que melhora a eficiência do popular graças à gestão WMS;
  • Raster cache de dados. Além disso, melhora a eficiência da visualização de dados raster.
  • NetCDF suporte para formato de arquivo (vetor / raster). NetCDF é um formato de arquivo para dados científicos que suporta, entre outras coisas, a multitemporalidade de dados;
  • Dados temporais de apoio. Tempo de filtragem ferramenta para arquivos que suporta dimensão do tempo como NetCDF;
  • Inserir tabela no layout. Ele permite ao usuário inserir qualquer um dos quadros incluídos em um projeto gvSIG;
  • Interface de geoprocessamento unificada. Todos os algoritmos de geoprocessamento serão agrupados na caixa de mesma ferramenta;
  • Importação e exportação de símbolos. Ele permite aos usuários compartilhar símbolos.
  • Quadro de Scripting. Nova ferramenta que fornece um quadro para escrever scripts em Python (Jython), Groovy e Javascript.
  • Gerenciamento de metadados. Novo add-on que permite criar, editar e exportar metadados.

Diante disto, alimente a sua curiosidade e experimente o novo gvSIG.

Só lembrando que não é recomendado o uso de distribuições de desenvolvimento em ambientes de produção.

Abraços e boa sorte.

Ubuntu Brasil em Luto

http://andregondim.eti.br/

Lá se foi mais um ícone do software livre e desta vez, um brasileiro. Ele vai fazer muita falta.

André Gondim nos deixa aos 29 anos de idade. Entusiasta do movimento Software Livre, ele foi um dos líderes da tradução do Ubuntu Linux para o português brasileiro e fez parte do Conselho do Ubuntu Brasil.

Muito do meu aprendizado no Ubuntu se deve a este iluminado. Que Deus o tenha e que console o coração da esposa, familiares e amigos.

O blog Geoparalinux deixa registrado esta triste notícia como forma de gratidão pelo que ele fez em nome do Software Livre no Brasil.

Descanse em paz, cara!

Geotecnologias aplicadas ao saneamento básico

No primeiro post de setembro gostaria de divulgar o excelente trabalho do colega Vinicius Ribeiro que utilizou o gvSIG para desenvolver a sua dissertação de Mestrado.

O autor utilizou álgebra de mapas (Sextante) para determinar locais potenciais para instalação de ETE (Estações de Tratamento de Efluentes).

Além de utilizar um SIG livre e gratuito em sua pesquisa, o mesmo se encarregou de livre e espontânea vontade de disponibilizar seu trabalho para download, afim de ajudar  outras pessoas neste tama e, no meu ponto de vista, estimular o uso de programas livres de geoprocessamento não só em pesquisas acadêmicas como também em instituições públicas e privadas.

Link para download: http://www.4shared.com/document/P0NLr7gP/Geotecnologias_Aplicadas_ao_Sa.html

Esta é uma atitude louvável e digna de parabéns.

Ressalto abaixo alguns trechos das conclusões no trabalho sobre o gvSIG:

“O SIG gratuito e livre utilizado, gvSIG versão 1.10, atendeu às expectativas, em
relação a agilidade na execução de comandos, na interface gráfica intuitiva, bem como na
estabilidade de processamento durante todas as etapas do trabalho. Ele apresentou
compatibilidade com arquivos nativos de outros programas como AutoCAD (AUTODESK,
2009), ARCINFO (ESRI, 1997), Geomática (PCI, 2003) e ERDAS (ERDAS, 2006)”.

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“Em relação ao SIG utilizado, considerando a escala de trabalho utilizada e o volume
de informações processados, o gvSIG versão 1.10 atendeu as expectativas satisfatoriamente,
tanto na estabilidade dos processos quanto na interface intuitiva ao usuário. Os custos foram
minimizados, sendo empregados recursos financeiros somente à visita de campo, à aquisição
hardware (computador) e serviços complementares (impressões, por exemplo)”.

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“Outro aspecto a ser considerado é que os SIGs livres, como o gvSIG (SIG utilizado
nos trabalhos desta dissertação), estão cada vez mais “estáveis”, e com interface mais
receptiva e intuitiva aos usuários, representando uma alternativa a incorporação de
geotecnologias na empresa. É importante salientar que não há, no meio das geotecnologias, o
“melhor” SIG a ser utilizado para todas as aplicações. Os dados gratuitos utilizados
apresentaram boa acurácia para a escala de trabalho adotada e o gvSIG mostrou-se satisfatório
para as demandas desta dissertação. Porém, cada sistema atende melhor a determinada
questão, sendo necessária uma análise prévia mais minuciosa das necessidades da empresa
para investir na tecnologia em potencial”.

Para finalizar, segundo o autor, vale a máxima que todo o trabalho pode ser reproduzido desde que com a citação da fonte de origem.

Faça bom proveito.

E se você também utilizou Geotecnologias Livres em algum trabalho, que tal compartilhar com a comunidade a sua experiência?

Até a próxima.

LInux: 20 anos de liberdade!!!

Exatamente hoje, 25 de agosto, o Linux completa seu 20° aniversário.

Segue abaixo a mensagem oficial enviada por Linus Torvalds, informando que havia criado um novo Sistema Operacional e livre.

“Hello everybody out there using minix – I’m doing a (free) operating system (just a hobby, won’t be big and professional like gnu) for 386(486) AT clones.  This has been brewing since april, and is starting to get ready.  I’d like any feedback on things people like/dislike in minix, as my OS resembles it somewhat (same physical layout of the file-system (due to practical reasons) among other things). I’ve currently ported bash(1.08) and gcc(1.40), and things seem to work. This implies that I’ll get something practical within a few months, and I’d like to know what features most people would want.  Any suggestions are welcome, but I won’t promise I’ll implement them :-)
Linus (torva@kruuna.helsinki.fi)
PS.  Yes – it’s free of any minix code, and it has a multi-threaded fs. It is NOT protable (uses 386 task switching etc), and it probably never
will support anything other than AT-harddisks, as that’s all I have :-( . ”

O blog Geoparalinux deseja vida longa ao querido Linux.

Projeto de Geoprocessamento avança no Estado de Alagoas

Reproduzo na íntegra matéria original.

A primeira etapa do processo de imageamento da região Sul de Alagoas foi concluída. O material foi entregue, na semana passada, ao secretário Luiz Otavio Gomes pela superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento, da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande). Também foi apresentado o Portal Geográfico de Alagoas e o Sistema de Indicadores Municipais. O projeto, desenvolvido com recursos do Banco Mundial (Bird), representa o avanço do Estado em relação ao processamento de informações geográficas através de imagens de satélite.

Ao todo, o projeto prevê 2.341 km² do território alagoano fotografados por satélite e disponibilizados após tratamento das imagens pela empresa Fotogeo. A área abrange as 14 cidades mais populosas da região Sul do estado e mais a faixa do litoral alagoano que vai de Maceió a Piaçabuçu, com extensão de cinco quilômetros no sentido litoral-interior. Esta última corresponde à primeira etapa do projeto, já concluída e apresentada ao secretário do Planejamento e Desenvolvimento.

Segundo Luiz Otavio Gomes, o alto nível de detalhamento das imagens faz do geoprocessamento um mecanismo eficiente no planejamento e na execução das ações do Governo. “O investimento na área é primordial para o aperfeiçoamento da gestão pública. O combate à criminalidade, a prevenção de desastres naturais e a preservação do meio ambiente, a geração de subsídio para planejamento de ações de trânsito, o desenvolvimento da agropecuária; tudo isso poderá ser monitorado através do geoprocessamento”, destacou o secretário.

O superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento da Seplande, Thiago Ávila, considera a proposta uma ferramenta indispensável para as ações desenvolvidas no setor público atualmente. “O imageamento permite um melhor planejamento e monitoramento das diversas esferas do Governo, como segurança, meio ambiente, ação fiscal, agricultura, distribuição de serviços e equipamentos públicos – escolas, hospitais, delegacias –, entre outros”, explicou.

A entrega da segunda etapa do imageamento está prevista para novembro deste ano.

Portal Geográfico

As fotografias por satélite serão disponibilizadas para toda a população no Portal Geográfico de Alagoas, um sistema acessado pela internet que associa informações sobre os territórios às imagens. Mapa rodoviário, hidrográfico, político-administrativo e de indicadores sociais são alguns dos conteúdos presentes no site, que podem ser usados para diversos fins, técnicos e científicos.

Os mapas apresentam informações sobre a área escolhida através da movimentação do mouse. É possível utilizar ferramentas para uma maior interação com o usuário, como a busca, zoom, arquivamento do conteúdo disponibilizado, medição da distância entre as localidades, entre outros.

O Portal, que deve ser lançado em setembro, é um produto do Núcleo de Geoprocessamento da Seplande, desenvolvido com o apoio da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (IGDEMA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

O Sistema de Indicadores Municipais (SIM) é um instrumento integrado ao Portal para a apresentação de indicadores dos municípios alagoanos. Dados gerais quanto à área, produção agropecuária, população, consumo de serviços e outros, permitem a compreensão da realidade socioeconômica dos municípios como premissa para o planejamento e execução das políticas públicas pelos governos estadual e municipal.

O SIM foi desenvolvido a partir do Sistema Nacional de Informação das Cidades (SNIC) e do Sistema de Indicadores dos Municípios Paulistas (IMP), que foi cedido pelo Governo de São Paulo.

Fonte: http://www.seplande.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias-1/2011/julho-2011/projeto-de-geoprocessamento-avanca-no-estado-1

Envie sua matéria para a Revista FOSSGIS Brasil

Se você tem um artigo e gostaria de publicá-lo na maior revista de Geotecnologias Livres de língua portuguesa, esta é a sua oportunidade. Está aberta a temporada de submissão de matérias que abordem o uso dos SIG Livres e/ou gratuitos. Podem ser descrições de programas; casos de sucesso com uso dessas tecnologias entre outros.

A sua participação pode ser feita de duas formas:
1. Enviar artigos para serem publicados no blog da revista e/ou;
2. Enviar artigos para serem publicados na Revista (sessão Artigo do Leitor).

Caso você pretenda publicar sua matéria na Revista, siga o modelo no link abaixo e envie para o email submissao[em]fossgisbrasil.com.br. (troque o [em] por @). Os membros do corpo editorial analisarão e decidirão em qual edição seu artigo será publicado.

Modelo de Artigos Revista FOSSGIS Brasil

Se por acaso você estiver lendo este post, e não tiver lido alguma das edições da Revista, clique aqui, baixe as edições e conheça mais do nosso trabalho.

A equipe da Revista convida todos os leitores a participarem também no nosso fórum de discussão. Lá, também poderão publicar as suas ideias, textos e opiniões.

Até a próxima.

QGIS 1.7 disponível nos repositórios do Ubuntu

Uma nota rápida: Está disponível nos repositórios do Ubuntu a versão 1.7 do QGIS.

Detalhe: na página oficial ainda está disponível a versão 1.6

Numa rápida analisada, vi algumas novidades interessantes. Dentre elas está a mensuração em tela de distâncias, na unidade de metros e quilômetros, mesmo em mapas com sistema de coordenadas geográficas.

Fica o registro.

O que virá depois dos GIS?

Durante o último Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto que aconteceu na cidade de Curitiba-PR (BRA), esteve presente uma comitiva chinesa que veio mostrar o que está acontecendo naquele país em termos de geotecnologias.

Diante de tudo que pude (só deu) para assistir, me chamou a atenção a explanação do prof. Hui Lin, geógrafo e professor da Universidade Chinesa de Hong Kong.

Sua palestra, intitulada What coud be after GIS? lotou o auditório principal do evento e foi pautada em cima dos seguintes tópicos: Geocolaboração, Geovisualização, Cognição Geográfica e Virtualização.

É com base nela que escrevo aqui um resumo do que entendi.

A geocolaboração já é algo que está acontecendo, as pessoas comuns estão ajudando, de acordo com seus empirismos,  a construir mapas, ou pelo menos, localizações em bases geocodificadas abertas, como é o caso do OpenStreetMap e o Google Maps. Mas isto ainda está acanhado principalmente nos países em desenvolvimento.

Quanto a geovisualização, o prof. Hui Lin explanou que é preciso trazer para mais próximo das pessoas formas de visualização dos mapas, tornando-os mais atrativos. E a ferramenta que mais deve, e já está sendo utilizada é o 3D.

Em relação a virtualização, técnicas e artes da computação gráfica usadas em jogos eletronicos e no cinema (citou exemplos de filmes como Avatar, Minority Report e A Origem) devem ser impelementados num futuro a médio prazo. Isto propiciará prognósticos mais precisos, rápidos e mais fáceis de serem visualizados.

Mas para isto acontecer é necessário que todos os locais estejam devidamente mapeados e devidamente estrurutados em sólidos e robustos bancos de dados. Na atualidade, já existem projetos experimentais à base da realidade aumentada, que estão sendo utilizados nas grandes metrópoles mundiais (Tóquio e Nova Iorque).

Para entender o conceito da tecnologia, deve-se traçar um paralelo entre o que é real e o que é virtual. Seguindo essa linha de raciocínio, o REAL teria características físicas, concretas e o VIRTUAL está associado àquilo que é simulado, abstrato. Dessa forma a virtualização pode ser definida como a criação de um ambiente virtual que simula um ambiente real, propiciando a utilização de diversos sistemas e aplicativos sem a necessidade de se ir ao local (adaptado de http://www.tecmundo.com.br/1624-o-que-e-virtualizacao-.htm).
Tudo isto está diretamente ligado a cognição geográfica, pois são percepções inerentes à coletividade (senso comum) no que diz respeito aos mapas mentais contruídos individualmente. Em outras palavras, são percepções pessoais sobre o meio físico (localidades, acessos etc) que todos teem sobre um determinado lugar.
Em resumo disso tudo: chegará o dia em que os SIG poderão ser tão populares quanto os vídeos games. Quero estar vivo para presenciar.
Abraços e até a próxima.

Redescobrindo os SIG com software livre

Em um recente artigo da Revista FOSSGIS Brasil, que entitula este post, apresenta de forma simples e com uma leitura bastante agradável os principais motivos pelos quais têm atraído muitas pessoas e empresas a investirem tempo e recursos no aprendizado de softwares livres/gratuitos de Geoprocessamento.

Questionamentos do tipo “não seria este um típico caso de reinvenção da roda?” e afirmações como “afinal, já existem soluções robustas no mercado” são abordados à luz da filosofia do software livre.

Espero que você tenha uma ótima leitura e se convença de que não há democracia sem diversidade; até para os softwares.

Aproveite e deixe seu comentário sobre a Revista FOSSGIS Brasil.

Um forte abraço!